Chanceler brasileiro não respeita a Constituição

O Brasil tinha uma das maiores tradições diplomáticas até surgir Ernesto Araújo, um “chanceler” indicado por Olavo de Carvalho, que, por sua vez, entende que a ciência defende os princípios tautológicos e nada mais é que pseudo-religião.

Pelo fato de Ernesto Araújo não raciocinar a partir de metodologia científica, seu pensamento é um arrazoado generalizado de cristianismo absoluto, racismo, preconceitos e desconhecimento das leis e mecanismos diplomáticos.

Vejamos o Artigo 4° da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988.

Art. 4°- A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

I- independência nacional;
II- prevalência dos direitos humanos;
III- autodeterminação dos povos;
IV- não-intervenção;
V- igualdade entre os Estados;
VI- defesa da paz;
VII- solução pacífica dos conflitos;
VIII- repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX- cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X- concessão de asilo político.

Parágrafo único – A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

I – A independência nacional foi água abaixo com a interferência de Steve Bannon (que usa Olavo como sua principal voz de sua ideologia na América Latina); com a ingerência dos Estados Unidos em opinar em assuntos internos, fazendo do Brasil um porta voz de seus interesses e, por último, submeter o Brasil a um escrutínio internacional ao não negociar com os países árabes.

II – Os direitos humanos, para Ernesto Araújo, são para humanos direitos

III – Autodeterminação está rasgada a partir da ameaça de ocupação da Venezuela e a liderança do Grupo de Lima

IV – Antes dos 100 dias de governo já ocorreu a primeira intervenção com o envio de duas caminhonetes F-4000.

V – O “chanceler”, neste conflito, explorou de modo soberbo, o tamanho do Brasil em relação à Venezuela de modo arbitrário, não reconhecendo o presidente daquela nação, Nicolás Maduro.

VI – Ao colocar duas caminhonetes e apoiar o golpe, Araújo explorou a miséria

VII – Todos observamos que a solução pacífica foi dada pelo General Mourão, que praticamente desautorizou o “chanceler”.

VIII – Se racismo é a faltar com a alteridade, todas as narrativas mobilizadas por Araújo contribuem para o preconceito contra os venezuelanos, especialmente quando obnubila, via mídia, a visão da população que não acessa os mais diversos meios de informação para contrapor ao discurso do Itamaraty

IX – Enquanto Trump busca solução para seus próprios interesses na Coreia do Norte, o nosso “chanceler” tuíta seu profundo desconhecimento sobre os países

X – Tentou trazer Cesare Battisti da Bolívia, em um espetáculo midiático orquestrado com Sérgio Moro, a fim de extraditar o italiano, que não teve julgamento justo em seu país. Neste episódio, Evo Morales, presidente da Bolívia, encarregou-se de fazê-lo, com medo de retaliações do “chanceler” brasileiro, Trump e Savini (o presidente da Itália).

#ErnestoAraujo #Venezuela #Constituição #autodeterminação

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s